Industria 4.0 tecnologias e impactos da quarta revolução industrial

Indústria 4.0: tecnologias e impactos da quarta revolução industrial

Indústria 4.0: tecnologias e impactos da quarta revolução industrial

Por: comunicacao

A quarta revolução industrial, apesar de parecer um conceito muito novo, surgiu no início da década de 2010, na feira de Hannover, na Alemanha, quando um projeto com foco em soluções tecnológicas foi apresentado pelo governo alemão.

Entretanto, foi só alguns anos mais tarde que Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, lançou o livro intitulado de “A Quarta Revolução Industrial”, abordando a junção do mundo físico e digital, fazendo com que as organizações repensassem seus processos e modelo de negócios.

De forma resumida, a indústria 4.0 nada mais é que uma série de inovações tecnológicas criadas com o objetivo de otimizar os processos industriais e potencializar os lucros das organizações, fazendo uso de avanços como a Inteligência Artificial; Big Data; Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning.
Essas tecnologias presentes na indústria 4.0 também são base para progressos em diversos segmentos, como o de vídeos online. Se quiser saber mais sobre o assunto e outras tendências para 2021, confira o nosso material gratuito.

Tendencias em tecnologia e videos online para 2021

Conhecendo melhor as tecnologias da indústria 4.0

Big Data e analytics

O termo Big Data é relacionado com o tratamento de grandes volumes de dados, que são coletados desde o início da produção até a distribuição da peça. Todos os dados coletados precisam ser tratados e armazenados, para gerarem uma base de conhecimento que facilite a tomada de decisão.

Entre os principais benefícios do Big Data está a previsibilidade de demanda. Por exemplo, é possível obter insumos sobre o padrão de consumo do mercado, viabilizando a redução de custos de estoques e otimização da compra de matéria-prima.

Além disso, outros benefícios são muito comuns, como a geração de dados dos processos realizados nas cadeias produtivas; velocidade da entrega de informações; monitoramento de equipamentos em tempo real; e agregação de informação de diversas fontes de dados.

Inteligência artificial

Parece até coisa de filme, mas é pura realidade. A inteligência artificial (IA) é um dos principais pilares da indústria 4.0, pois permite que as máquinas aprendam com as atividades realizadas por elas mesmas ou por humanos.

Os benefícios da IA são inúmeros e passam pela realização de tarefas que uma pessoa não conseguiria fazer sozinha, como manuseio de matérias-primas perigosas ou componentes microscópicos; redução de erros, já que depois de treinados, os robôs executam muito bem as tarefas; e redução de custos, por meio de atendimentos não complexos, que podem ser realizados por chatbots.

A inteligência artificial pode ser aplicada em diversos setores da economia, como o agronegócio, educação e medicina, por exemplo. Um dos casos mais interessantes envolvendo Inteligência Artificial e Machine Learning aconteceu em Tóquio, no Japão, com o supercomputador de inteligência artificial, IBM Watson. Após a realização de um tratamento sem sucesso em uma paciente, a equipe médica acionou o equipamento, que em 10 minutos, verificou o banco de dados, encontrou fatores relacionados e identificou um tipo raro de leucemia.

Outra vertente da Inteligência Artificial, que ganha muita força é o chatbot. Trata-se de uma forma de utilizar softwares pré-programados para atender os consumidores de forma automática. Aqui a Machine Learning também está presente, já que em cada contato, o programa coleta informações e se torna mais experiente nos assuntos. 

Computação em nuvem

A computação em nuvem, do inglês cloud computing, é responsável por fornecer recursos, armazenamento e processamento de dados em escala para a Indústria 4.0. Os serviços mais comuns fornecidos pela nuvem estão os servidores, redes, bancos de dados, softwares, entre outros.

Sem dúvidas, entre os principais benefícios da computação em nuvem estão entre a flexibilidade e a agilidade no fornecimento dos recursos necessários para a tomada de decisão. Além disso, podemos associar o uso da tecnologia com redução de custos, performance e segurança dos dados armazenados na nuvem.

Internet das coisas (IoT)

A Internet das Coisas (IoT) possibilita a conexão de qualquer dispositivo que gere informações a um serviço na nuvem. Isso pode acontecer em casa, pequenas empresas e até mesmo grandes manufaturas.

Com a IoT, os próprios equipamentos são capazes de capturar, processar, transferir e fazer uso inteligente dos dados relacionados à produção, de forma constante e automatizada. As aplicações mais comuns são a fábrica conectada; monitoramento do fluxo de produção; controle de qualidade; gerenciamento de estoque; e segurança e proteção individuais.

A utilização de IoT traz grandes benefícios para as indústrias, como a redução de paradas no maquinário; melhoria na performance; aumento da rapidez na tomada de decisões e melhoria na produção.

Cobots

Os Robôs Colaborativos, conhecidos como Cobots, foram criados para trabalhar lado a lado com humanos, de forma segura. A expectativa é de que o uso desses robôs cresça de forma exponencial nos próximos anos, em todos os segmentos industriais.

Existem diversos tipos de aplicações dos cobots na indústria, mas os mais comuns são a montagem de peças; testes de produtos; tarefas de precisão; análise e inspeção de produtos.

Entre as principais vantagens estão a facilidade de acesso, se comparado a um robô convencional; implementação mais flexível; maior segurança, aumento da produtividade e redução de custos.

Panorama brasileiro da indústria 4.0

Apesar de vermos todos esses avanços, a realidade no Brasil ainda é bem analógica. Segundo pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 32% das empresas sequer ouviram falar da indústria 4.0. Ainda de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 1,6% das mais de 700 mil indústrias brasileiras já aderiram à quarta revolução industrial.

Alguns componentes contribuíram para que a indústria brasileira não avançasse tanto na última década, como a queda da produtividade, entre 2006 e 2016 e a redução de 24 posições no Índice Global de Competitividade da Manufatura entre 2010 e 2016.

Apesar de todo esse atraso, entidades nacionais se movimentam para modificar a realidade das indústrias tupiniquins.O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por exemplo,  deu início ao Grupo de Trabalho para a Indústria 4.0 (GTI 4.0), com uma agenda de inovação para os próximos anos.

Além disso, outras medidas, como facilitação do acesso ao crédito e propagação de conhecimento já estão sendo aplicadas para fomentar a implementação da Indústria 4.0.

A expectativa, segundo levantamento da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), é que a redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano. Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia.

Agora que você já conhece um pouco sobre a indústria 4.0 e como funcionam as tecnologias da manufatura enxuta, que tal entender mais sobre os benefícios do uso de squads para o desenvolvimento ágil? Tenho certeza que você irá gostar!